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APRESENTAÇÃO CYBER POLÍCIA

INTRODUÇÃO

                         

                 "Aqueles que olhas com desprezo, sabem um pouco de tudo, são Padres, Juízes, Médicos, Socorristas, Bombeiros, Rambos, Psicólogos, Professores, Mecânicos, e se somares isto tudo e mais qualquer coisa tens um Polícia."

Texto de um policial português desconhecido.

                  Lendo de certa feita o livro do inglês Peter Haining, "O livro dos Assassinatos", certifiquei que o autor é aficionado em histórias reais policiais, compilando inúmeros casos britânicos da crônica policial que permearam os velhos arquivos dos distritos policiais de Londres ao longo do século passado. Constata-se na leitura, o grande interesse dos leitores ingleses e norte-americanos pelos filmes ou livros que retratam crimes violentos e a saga de policiais, heróis de ficção na busca incansável dos criminosos.

                  Nas últimas décadas, a mídia e o cinema brasileiro, em geral, transformaram o policial em anti-herói, o corrupto, de pouca inteligência, o incapaz, o bandido. A inversão de valores trouxe uma triste realidade para as grandes metrópoles brasileiras: o descrédito nas instituições e no próprio policial, acarretando um aumento exacerbado da violência urbana. No entanto, verificamos que o nosso povo continua buscando o herói de ficção, aquele policial encontrado nos livros e nas grandes produções cinematográficas americanas. Dentro dessa visão distorcida, é que ousamos buscar através de uma narrativa histórica a dura realidade da vida policial ao longo da linha do tempo.                                                         

                    Ingressei na Polícia Civil, espelhando meu pai, um Guarda-civil. Na lisura, respeito e dignidade, síntese de uma infinidade de adjetivos que representavam aquela corporação. Participei de grandes trabalhos policiais, conheci e convivi com excepcionais profissionais de polícia. Muitos morreram por balas assassinas. Muitos se perderam no injusto esquecimento, por não termos tradição de história. Policiais "linha de frente" são sempre lembrados nos momentos de crises. Crises debeladas, heróis esquecidos. Foi pensando nesses policiais que busquei traçar a trajetória da polícia ao longo do tempo. A polícia operacional, de enfrentamento, cuja vida é vivida na adrenalina dos combates, dos tiroteios, do sentimento de dever cumprido ao término de sua missão. E não seria despretensioso em fazer uma pesquisa sobre a história da polícia, sem fazer menção ao meu nome, em alguns episódios que participei. Não se trata apenas de vaidade, já que ela é inerente a todo ser humano, mas por reconhecimento próprio, do que fiz em prol da minha instituição e da sociedade em geral.

                Triste, o homem que não reconhece os seus próprios méritos. Triste, a instituição que não guarda na sua história, os méritos de seus homens. Tristes, os homens, que não têm história para contar.
Faria.


                                                                                     Antonio Carlos Correa de Faria.


                                                       

                                               Três gerações de policiais operacionais de Minas Gerais: Faria, João Reis e José Resende de Andrade

                                                                             

 

                                                                                                     "Não sei de ofício mais nobilante.  
                                                               Não sei por outro lado, de tarefa mais ingrata.
                                                                                                      Não sei de mister mais elevado.
                                                              Não sei também, de labor, mais incompreendido.
                                                                                                    Não sei de labuta que exija maior sacrifício.
                                                              Não sei, ao revés, de lida, tão mal recompensada."

                                                                                                         
Antonio de Matos
                                                                                               Delegado de Policia da Bahia
                                                                                   Mensagem atualíssima da década de 60. 


 

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 Faria. Cyber Polícia.

 

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