História da Delegacia de Homicídios

Imprimir

         A investigação de homicídios exige uma grande sensibilidade, inteligencia e perspicácia do policial investigador. As nuances de um crime que ceifou a vida do indivíduo, pode ter sua apuração rápida em razão das provas carreadas com celeridade para os autos, indicando a autoria do delito, como podem se transformar em investigações de grande complexidade, que irão demandar o comprometimento integral em relação aos crimes perpetrados. Muitos foram os casos que ganharam notoriedade e repercussão pelas características do crime, do criminoso ou de suas vítimas. A título de ilustração, podemos citar casos como do Casal Nardoni, cujo trabalho científico nas investigações foi de absoluta transparência, robustez e credibilidade. Os assassinatos em Minas por crimes de pistolagem na década de 80 e 90, que abalaram o Vale do Mucuri. A Chacina de Malacacheta. A morte impune dos fiscais do trabalho, em Unaí.

                              

           A foto acima, da Polizzia de Stato, de Roma/Itália, apesar de ser de 1957, retrata muito bem um dos aspectos atual, primordial e imprescindível para uma boa investigação: o local de crime. Ali os mortos falam e descrevem toda a trajetória e circunstancias do assassinato. São muitos detalhes e informações que o investigador tem que estar atento para que os vestígios possam levar aos indícios que indiquem a autoria e materialidade do crime. 

          Em Minas Gerais, a unidade de investigação de homicídios tem seu nascedouro através da lei 969, de 11 de setembro de 1927, sancionada pelo Presidente de Minas Gerais, Antonio Carlos Ribeiro de Andrade, que criou o Serviço de Investigações, subordinado à Secretaria da Segurança e Assistência Pública. Com ele foi a criada a Delegacia de Segurança Pessoal, junto com outras quatro unidades policiais.  Em 1931, houve uma alteração através do Decreto 10.030, que a transformou em Delegacia Especializada de Segurança Pessoal. Em 1947, com a criação do Departamento de Investigações, pelo Decreto Lei 2147, e a Delegacia Especializada de Segurança Pessoal manteve seu status de especializada. Foi transformada em Divisão de Crimes Contra a Vida em princípio de 1980. Finalmente, em 2008 foi criado o DHPP- Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

A história operacional e as grandes investigações de homicídios.


A Polícia Civil, a partir dos primórdios das décadas de 20 e 30, começou a se aprimorar na arte da investigação e uma das primeiras unidades especializadas a se destacar foi a de homicídios. Em alguns casos policiais os destaques foram de outras instituições, como a Polícia Militar, que usurpara as funções e atividades que não lhes eram inerentes e entraram para a história de forma infamante e trágica, como o foi "O Caso dos Irmãos Naves", registrado neste site no Artigo Décadas. Foi a "investigação" de um falso homicídio, em 1939, que resultou no maior erro judiciário brasileiro.

Abaixo trechos de artigos que podem ser encontrados na íntegra na HOME de www.cyberpolicia.com.br.


" 1937. Caso Irmãos Naves. O Grande Erro Judiciário Brasileiro.

       Um dos maiores erros judiciários, levado a termo pela incompetência da polícia, do Ministério Público e judiciário ocorreu no interior de Minas Gerais, na cidade de Araguari, no final da década de 30. Tudo começou com uma pequena sociedade entre os primos Benedito Pereira Caetano e os irmãos Sebastião José Naves e Joaquim Rosa Naves na compra de um caminhão para melhor distribuir a produção dos cereais que comercializavam. Era o ano de 1937, pós crise de 30, em pleno Estado Novo e muita dificuldade para se ganhar dinheiro. Diante de todas essas intempéries, compraram uma grande quantidade de sacas de arroz, com a esperança de ganho com a esperada alta de preço. Triste sina daqueles comerciantes..."


          Em 1949, os policiais que atuavam neste seguimento, assumiram outra investigação de grande complexidade pelo envolvimento das pessoas no crime, chamado "O Caso do Parque", que ganhou as páginas dos principais jornais do país pelo envolvimento de um poeta famoso, Décio Frota Escobar, no assassinato de um engenheiro por desavenças homossexuais. 

"1946 - O Caso do Parque

       Um dos grandes crimes que ganhou as páginas das crônicas policiais na década de 40 foi chamado “O CASO DO PARQUE”. Naquela época, o Parque Municipal ocupava uma área bem mais abrangente, atingindo o espaço onde atualmente se localizam vários hospitais como o IPSEMG, o Hemominas e outros, fazendo confrontações com a Av. Alfredo Balena. Também a sua fauna era mais densa, o que facilitou ter se tornado o point de encontro de homossexuais da alta sociedade mineira, desprovida, na ocasião, de lugares apropriados para esse tipo de encontro, como os motéis, saunas gays e outros..."

         As fotos abaixo abaixo registram o investigador Alfredo Zuquin fazendo levantamentos e reconstituição no Parque Municipal, cenário e local do homicídio. A outra é do poeta Escobar, apontado como assassino, ao lado de sua esposa e mulheres da alta sociedade da capital mineira naquele período.

 

 

Anos 50.

           Na década de 50, mais um caso ganhava as páginas dos jornais com repercussão nacional, em razão do envolvimento de um médico "comunista" na morte de um motorista de táxi, denominado "O Crime de Marcha Ré". Neste caso, os detalhes do brilhante relatório do grande delegado Luiz Soares da Rocha podem ser encontrados em www.cyberpolicia.com.br. Abaixo uma parte do artigo. Nesta mesma década, o excelente trabalho da Homicídios, nas investigações em torno do "Crime do Parque", caíram por terra em um dos maiores júris da história do judiciário brasileiro. A guerra de titãs entre dois grandes juristas brasileiros, um na acusação e outro na defesa.

                                                                                                          


 "O Crime de "Marcha Ré" teve grande repercussão nacional no final da década de 40 e princípio de 50 pelas circunstancias e envolvidos no episódio. O relatório do Delegado Luiz Soares da Rocha demonstra de forma cabal, o eficiente e inquestionável trabalho de investigação pura dos policiais que trabalharam no caso. Abaixo a íntegra do belo relatório, transcrito pelo jornal "Vigília". Na realidade, a mídia na época não deu enfase ao trabalho da Polícia Civil, ao contrário, fez severas críticas e atrapalhou as investigações, como podemos constatar na fase inicial do relatório. A imprensa, contudo, na conclusão dos trabalhos policiais mudou de atitude enaltecendo a competente investigação. Evidenciou também, a batalha dos grandes nomes que participaram do júri, tanto na acusação como defesa, nos grande debates ocorridos. E até nos dias atuais, este belo trabalho de investigação policial x defesa no julgamento, serve de parametro para estudos e análise de grandes juristas e estudantes de direito..."

 

Anos 60

             A década de 60 teve grandes casos e belas investigações de homicídios, demonstrando toda a competência e eficiência do bom investigador de crimes contra a vida. Alguns policiais tiveram seus nomes gravados no rol de grandes profissionais de homicídios, como os delegados Cid Nelson Safe Silveira, Ediber Pereira e Ediraldo Brandão. Altair Siqueira, o mestre escrivão interrogador. Vandique, o investigador gênio do retrato falado em época de parcos recursos e ferramentas para as investigações. Escrivães Adão e Dolabela. Investigadores de primeira linha como Nilton Dias de Castro, Heraldo, Travassos, Aloísio Vale, Rodrigo, Guilherme Perboare, Mário do Carmo, Aristóbulo Gomes (Subinspetor), Moreira, Antonio João dos Reis, Carlos Expedito, Osvaldo Santos e Agostinho Filho, entre outros, que os registros apagados da história não nos permite fazer justiça. Abaixo registramos alguns momentos da Homicídios, acompanhados de perto pela imprensa em suas páginas policiais.

 

          É interessante observar o conteúdo das reportagens, que sempre mencionavam os policiais que participaram das investigações e os advogados criminalistas como Jair Leonardo, Décio Fulgêncio, Ariosvaldo C. Pires e outros que militavam na área criminal e acompanhavam seus clientes. As imagens registram as dependências do cartório e gabinete da Homicídios. Os Delegados Ediraldo Brandão, Cid Nelson, o escrivão Altair Siqueira e outros policiais em um local de crime de pistolagem na região de Caeté-MG. O policial motorista "Marcha Ré" e o rabecão anos 60.

     

             
          Um destaque especial ao investigador Nilton Dias de Castro, melhor tira de homicídios de 1965, apesar de ser ainda um jovem policial, mas que demonstrou todas as suas qualidades na apuração de inúmeros assassinatos. Podemos registrar alguns mais importantes e que ganharam as manchetes de jornais: A morte do tapeceiro Gerardwin Brandão, sob a presidência do delegado Ediraldo Brandão, sobrinho da vítima, mas que também demonstrou todo o sangue frio necessário aos grandes policiais. Este crime teve repercussão nacional por envolver os mesmos assassinos do poeta Décio Escobar, no Rio de Janeiro. Uma quadrilha de jovens criminosos especializou-se em roubar e matar homossexuais ricos.

            
          A morte do bancário Hermógenes Oliva. Homicídio de Francisco de Souza Filho, o Boné, motorista de táxi assassinado no interior de seu veículo. Assassinato do Secretário do Consul alemão, Rolf Heubach, em seu apartamento na Rua Estevão Pinto. O intrincado assassinato do advogado Olívio André, com diversas vertentes investigativas e manifestações da OAB, através de seu presidente Ariosvaldo de Campos Pires. Este crime tem outras informações no Artigo www.cyberpolicia.com.br/Grandes policiais/Nilton Dias de Castro. O Crime da Rua dos Pampas. O Crime da Pedro II, cujo autor era um sargento da PM. Infelizmente nosso espaço é restrito para enumerar todos os casos e investigações de Nilton Dias de Castro e seus companheiros.

   



Anos 70 

 

        Os anos 70 ganharam destaque na Delegacia de Segurança Pessoal pela incidência de crimes violentos contra a mulher, envolvendo pessoas da alta sociedade da capital mineira. Vários homicídios marcaram a cronica policial naquele período, como o assassinato da esposa pelo empresário Stanciolli, estupros e mortes de adolescentes, o crime que envolveu a socialite Ângela Diniz, pela morte do jardineiro, suspeito de ser seu amante. O assassinato do delegado Silvio de Carvalho pelo próprio filho, dentre tantos outros.

            Na primeira foto: Delegado Ediraldo e os policiais Leonardo, Dico, Clóvis, Arinos, Heraldo e Travassos. Na segunda: Tião "Remelecho", Ithamar Tiago e Teixeira. Os últimos apuraram o homicídio de Jaime Felisbino, crime de repercussão no princípio dos anos 70.

      


          Temos de fazer uma importante referencia histórica aos crimes seriall que surgiram em Minas nos anos 70, com identificação e prisão dos criminosos conhecidos como: "O Bandido da Cartucheira" e o "Monstro do Triangulo". Em meio a este turbilhão de crimes, alguns policiais também ganharam nome e notoriedade pelas suas investigações. Citaremos o Inspetor Alberto "Bolacha", a Chefe de Cartório Etelvina, escrivã Marília, delegado Murilo Junqueira, Detetives Teixeira, Hely Gomes, "Mãe", Placidônio, Zé Maria "Zebú" e Tião "Remelecho", para, com justiça, representarem todos os profissionais que atuaram naquele seguimento investigativo nos anos 70. Não poderíamos também, deixar de reconhecer o mérito do investigador Balena que foi inserido no Mural de Grandes Policiais deste site pelo seu tirocínio e persistência nas investigações complexas que participou.

"Inúmeros assassinatos de apuração complexa foram desvendados com através do trabalho incansável deste policial. Morreu de um ataque fulminante do coração, que, segundo seus companheiros, devido à investigação estafante e abnegação exacerbada pelo seu mister. Pouco antes de sua morte, investigava morte de adolescentes que eram antes estupradas. As investigações apontaram um padre, um Tenente da PM e um professor. Uma quadrilha de traficantes chegou a ser presa, a denominada "Gang do Sexo".

As imagens acima, registram: 1971. Prisão de Orlando Sabino, o "Monstro do Triangulo". 1978. Prisão de Ramiro Matilde Siqueira. o "Bandido da Cartucheira". Nas fotos identificamos alguns policiais: Inspetor Alberto "Bolacha", Altair Siqueira, José Maria "Zebú", "Tião Remelecho" e Teixeira.



Anos 80


       Período marcado por uma série de assassinatos atribuídos a grupos de extermínio que tiveram início de suas atividades no final dos anos 70, prosseguindo até os anos 80. Foram centenas de mortes atribuídas aos grupos denominados "BOMBRIL", "MÃO BRANCA" e "CRAVO VERMELHO". Em sua quase totalidade, as vítimas eram criminosos de toda espécie, que variava desde pequenos batedores de carteira do centro da cidade a assassinos e estupradores de alta periculosidade. Nesta década ocorreu também um grande aumento de assassinatos de policiais e o acirramento dos enfrentamentos de bandidos à polícia.
       Também nesta década, surgem policiais que se destacam nas investigações e solução de homicídios complexos. Delegados Braúna e Itamar Thiago são dois destes nomes. O Inspetor Paulo Olegário, investigadores Cléber "Pato Rouco", Adjasme Serafim Baia, Laerte, Saraiva....
As fotos abaixo, de 1983, registram diligencias na cidade de São Pedro do Suaçui, para apuração do assassinato político de um farmacêutico por policiais da Homicídios.


1983. Os assassinatos políticos em Córrego D'Anta/São Pedro do Suaçui.

          O delegado Braúna e Transvaal Bonfim, com seus policiais dos anos 80, dentre eles Itamar Thiago, foram responsáveis por investigações de crimes aparentemente insolúveis, buscando através de investigações inteligentes apontar à justiça os autores de crimes escabrosos de nossa crônica policial. Citando um desses casos, vamos registrar um que causou enorme pressão na Polícia Civil para apontar seus autores. O crime político ocorrido em São Pedro do Suaçui, em abril 1983, que vitimou Geraldo Guedes, proprietário da farmácia de Córrego Dantas, cerca de quinze quilômetros após a cidade de São Pedro. O crime causou enorme comoção na região quando o líder político foi assassinado com tiros de cartucheira, desferidos por pistoleiros, dentro de seu estabelecimento comercial. Em junho do mesmo ano o vereador Vicente Ribeiro dos Santos também foi morto por pistoleiros no interior de um bar em São Pedro do Suaçui. Os policiais citados, da Delegacia de Homicídios foram designados para desarmar a população e esclarecer os dois crimes. Fizeram uma devassa na cidade e distritos da região, como Folha Larga e Córrego Dantas. Várias batidas na zona rural com apreensão de várias armas e informações fornecidas por pessoas que queria ver os crimes esclarecidos. Após cerca de dez dias na região, a equipe identificou o fazendeiro Geraldo Evangelista Pereira, derrotado nas eleições para a prefeitura de São Pedro do Suaçui, como mandante dos assassinatos. Ele contou com a ajuda de seu primo, o detetive da Polícia Civil, conhecido por Ferreira, de Belo Horizonte. Os crimes foram praticados por Valdete Ribeiro Batista e Pedro Ferreira, contratados pelo detetive que lhes deu fuga após a consumação dos crimes.

Acima: Braúna, Itamar Thiago e policiais da Homicídios na região do Suaçui, fazendo blitz e investigações.

 Maria Ethelvina Gentil.

          Um ícone policial das décadas de 70 e 80, quando trabalhou como escrivã e chefe de cartório das antigas Delegacias de Segurança Pessoal e posteriormente Homicídios. Interrogava os homicidas e testemunhas com tirocínio inerente aos investigadores natos. Participou de grandes apurações no período que esteve na Homicídios e seu nome tornou-se parte da história daquela especializada. Companheira de todas as horas, legou um acervo de experiência e conhecimentos policiais para todos aqueles que tiveram o privilégio de trabalharem com ela, ou de simplesmente te-la conhecido como a policial civil que foi. Infelizmente, atualmente, profissionais como Ethelvina são peças raras no quebra cabeça investigativo das atividades de polícia judiciária.

Anos 90

          Os crimes de pistolagem já eram uma realidade em Minas desde os primórdios das primeiras décadas do século XX, acentuando nas décadas de 50, 60, 70 e, principalmente nos períodos eleitorais. Cidades do Vale do Rio Doce, do Mucuri e Jequitinhonha eram as mais violentas e sempre houve o acobertamento desses crimes, principalmente por parte de autoridades e políticos. A reação aconteceu em janeiro de 1990, quando os irmãos Nunes Leite mandaram chacinar sete membros da família rival, Cordeiro de Andrade, em Malacacheta. Bandidos travestidos de policiais civis entraram na Fazenda Canadá, em Jaguaritira-Malacacheta, comeram queijo e café com suas vítimas, para em seguida, matá-los covardemente. na mesma época, os Irmãos Curió, de São João Evangelista, faziam fama de valentes, matando friamente, um gerente de banco que retornou um cheque sem fundos dos autores. Outras mortes foram atribuídas aos irmãos Gil e Alaércio Curió.  

      O limite de tolerancia chegara ao fim. Ao desafiarem um dos maiores nomes da Polícia Civil mineira, o delegado José Resende de Andrade, Secretário de Segurança naquela ocasião. Com grande coragem e determinação ele designou seus melhores policiais para aniquilar com a pistolagem em Minas. E deu certo. O Departamento de Investigações, chefiado pelo Delegado Nilton Ribeiro de Carvalho, assumiu as ações policiais e deflagrou a maior operação policial até então realizada pela Polícia Civil: a Operação Mucuri, com apoio de todos os policiais daquele Departamento. A Delegacia de Furtos e Roubos colaborava na parte operacional. A Homicídios entrou nas investigações e presidencia dos inquéritos, com policiais experientes como os delegados Raul Moreira, José Arcebispo, Otto Teixeira Filho, Edson Moreira, Transval Bomfim, Paulo Olegário (Filho), Rubão e outros que, ainda, não temos,  seus nomes em nossos arquivos.
      A resposta viria rapidamente com a conclusão das investigações, mandados de prisões expedidos, condenações, pistoleiros e mandantes presos.

            Em 90 ocorreram também, uma série de assassinatos com estrangulamento das vítimas, ganhando repercussão e panico na população da capital de Minas. Denominados "Crimes do Torniquete", tiveram uma resposta rápida da polícia e os criminosos identificados e presos, dentre eles, um policial civil.

 

A Nova Homicídios dos Anos 2000.


            
 Na primeira década de 2000 o Chefe de Polícia Otto Teixeira Filho, remanescente daquela especializada, implanta uma nova dinamica para as investigações de homicídios, priorizando a descentralização das investigações e mudança na estrutura que tornava-se obsoleta para os atuais padrões de polícia, principalmente nesta vertente de investigações. Criou-se a inteligencia policial, novas unidades setoriais, investigação e prisão de homicidas contumazes e grandes operações que tinham como alvos específicos, os traficantes violentos, que usavam os assassinatos como forma de se manterem no poder destrutivo das drogas. E paralelamente, outros crimes de repercussão e comoção foram cometidos ao longo da primeira década de 2000.

2002. O Assassinato do Promotor Francisco Lins do Rego.

Um dos crimes que ganhou enorme comoção no Ministério Público brasileiro, pela forma covarde com que foi abatido um de seus membros, tão somente por exercer suas atividades.

"Em 25 de janeiro de 2002 dava entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais o corpo do promotor Francisco José Lins do Rêgo Santos, o Chico Lins, secretário da Promotoria de Defesa do Consumidor, o Procon Estadual. Ele foi assassinado com sete tiros, durante investigação da máfia dos combustíveis em Minas, que chegava a desviar até 15% da arrecadação total de ICMS do estado. A riqueza de detalhes do laudo de criminalística de número 1.624/02 do IML, que repousa entre os 32 volumes de processo arquivados no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette de Belo Horizonte, revela a dimensão do maior atentado já praticado contra uma autoridade estadual.
EM.COM.BR-ESTADO DE MINAS."
                                                                                                   

 Outras informações podem ser acessadas no artigo Décadas de 2000, neste site.
      

O Assassinato dos Fiscais de Unaí.


    
Esta foi uma chacina que ganhou repercussão nacional pela violencia e covardia no assassinato de quatro profissionais federais que atuavam na fiscalização de irregularidades em Unaí e região.

 "No dia 28 de janeiro de 2004, durante uma emboscada, os auditores fiscais do trabalho, João Batista Soares Lage, 50, Eratóstenes de Almeida Gonçalves, 42, Nelson José da Silva, 52, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira, 51, foram assassinados em um trevo, na rodovia MG-188, que dá acesso aos municípios de Unaí, Bonfinópolis de Minas e Paracatu. Foi uma chacina engendrada por indivíduos poderosos da região, certos da impunidade pelos seus crimes. Eles estavam naquela região para apurar denúncias de trabalho escravo, praticado por fazendeiros de agronegócio em fazendas de plantação de feijão."  
 
 
Trecho extraído do artigo "Morte dos Fiscais de Unaí", que pode ser pesquisado com todas as informações em www.cyberpolicia.com.br/Crimes e criminosos/Casos Famosos.

 

           Em 2008 foi extinta a antiga Divisão de Crimes Contra a Vida e criado o novo DHPP. A título de ilustração, (já que, tecnicamente, é inviável postar todas as matérias) vamos inserir algumas reportagens e conteúdos sobre crimes, criminosos e policiais que participaram das investigações que possibilitaram levar os criminosos à luz da justiça nos anos 2000.

       
          As imagens registram diversas ações policiais da "Homicídios", com destaque e reconhecimento pelos resultados apresentados à sociedade mineira, numa demonstração de profissionalismo, comprometimento e abnegação policial. A morte do casal de ambientalistas, em 2006, na região de Caratinga, que ganhou contornos políticos, pela vinculação ao trabalho que realizavam, comparando a um novo "Chico Mendes". As investigações apontaram um cigano como responsável pelas mortes em um acidente de carro, sem nenhuma outra vinculação que não fosse a irresponsabilidade do motorista.
         Quem matou João Ramos Filho? Esta pergunta foi respondida em 2008 pela equipe de policiais de homicídios que apurou o assassinato do candidato a prefeito de Mariana, crime que causou grande comoção na pacata cidade turística. Seu adversário político foi apontado como mandante do covarde assassinato em uma emboscada.

         Os assassinatos de jovens em Esmeraldas, Ipatinga e Belo Horizonte, nos anos de 2000, 2002 e 2003 foram esclarecidos e os brutais criminosos presos e levados à cadeia após as investigações que apontaram suas responsabilidades criminosas. As jovens foram violentamente estupradas e assassinadas.

 

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/137-assassinato-marcha-re

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/239-crime-sem-corpo

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/orgaos-operacionais/182-di-departamento-de-investigacoes

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/416-angela-diniz-x-doca-street-o-juri

http://www.cyberpolicia.com.br/index.php/historia/decadas/428-1992-o-assassinato-de-daniela-perez

 

2011 História da Delegacia de Homicídios. © 2012 - Cyberpolicia: História da Polícia Operacional Investigativa
Powered by Joomla 1.7 Templates, read web hosting reviews